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domingo, 8 de junho de 2014

Manuel José Colares Reserva 1976


Característica diferenciadora: Colares.


Preço: Nem quero saber.

Onde: Garrafeiras particulares...

Nota pessoal: 17

Comentário:  Colares é Colares... Ponto final, parágrafo.
Não é para que todos gostem.
Nem vale o esforço... é indiferente... há tantos, tantos rótulos e tão bons vinhos, que estes vinhos de Colares, não vale a pena convencer ninguém de nada... Mais... ofereçam-me as garrafas que têem pois não gostam da acidez árida dos vinhos... do vinagre que apresentam nos aromas... da falta completa de fruta quando se abrem... digam-me onde que eu vou buscá-las!
Este, apesar dos 38 anos em garrafa... apresenta-se preto, vivo, com reflexos cobre no brilho...pois. No entanto há muitos cuidados a ter com estes vinhos quando se servem... temperatura dever estar a uns 14 graus quando se decanta... decantar, agiliza o seu melhor "fato"... que se for no copo, pode demorar. Convém decantar e estar atento ao sedimento... e depois de decantado a uns 14º, é aguardar que suba 2 ou 3 graus no copo e começar a provar. Daí para a frente só melhora... agora, se o servirem a 20º... esqueçam. É o mesmo que dar pontapés com as canelas numa parede. É estupidez pura e é impossível ter a mínima piada.

Aromas imediatos de iodo, mar... areia da praia molhada pela manhã... sim. Boca completamente diferente do que estamos habituados actualmente, a pedir comida... ou melhor, a gritar por acompanhante à altura. E este acompanhou queijos e enchidos. Safaram-se, mas não é fácil.
Ácido, leve, larguíssimo na boca, cítrico, faz salivar muito... ligeiro "vinagrinho" e com mineralidade ainda acentuada. Gosto muito. Obrigado Bruno pela partilha.

Provador: Mr. Wolf


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aneto Grande Reserva 2007

Característica diferenciadora: Estrutura

Preço: 30€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17

Comentário: Os anos parecem não passar por este vinho. Nasceu “forte e feio” e, passados 6 anos, continua no mesmo registo. Apresenta-se ainda com uma cor muito carregada. Boca cheia e firme, com muita fruta vermelha e cacau. Muito estruturado. O final de boca é longo mas um pouco quente. Tenho bebido este vinho todos os anos e fico com a sensação de que nunca se vai aprimorar.

Provador: Bruno Miguel Jorge

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Taylor´s Vintage 2003



Característica diferenciadora: Pujança dos taninos (assegurando uma longa vida em cave)

Preço: 70€

Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17 (facilmente esta nota subirá. Daqui a 10 anos, quando este vinho se abrir ao Mundo, a pontuação será bem diferente e bem mais elevada)

Comentário: Esta foi a minha primeira vez com um Vintage clássico da Taylor´s! Expectativa elevada, não estivéssemos a falar de um ano de muito boa memória para o Porto Vintage, como foi o de 2003.

Tendo em conta que, nos Vintage novos, a fase dos 10 anos pode ser um bocadinho ingrata, decidimos que o tínhamos de arejar bastante por forma a contrariar a tendência natural de “fechado para obras”.

Assim, no início do almoço, o vinho foi decantado cuidadosamente, e logo aí deu para ver uma bonita cor escura mas não opaca, com uns tons rubi muito bonitos.

Deixámo-lo a descansar durante cerca de três horas e fomos “atacar” um Bacalhau Espiritual que acompanhou lindamente um Cartuxa branco de 2011 que, diga-se, en passant, está num momento de forma extraordinário! A boa fruta madura, bem como o corpo cheio e cremoso que o vinho apresentava, ligou lindamente com as das natas do Bacalhau Espiritual.

… mas a nossa cabeça continuava no Taylor´s …

Entretanto, começaram a chegar à mesa os queijos e os doces e a inquietação foi crescendo, até que … as primeiras gotas começam a cair nos nossos copos.

Este 2003 apresentou, tal como descrevemos em cima, uma cor escura mas não opaca, que nos fez lembrar “sangue de boi. No nariz, o vinho apresentou-se, tal como esperávamos, fechado, pouco claro, com algum floral, fruta preta fresca em fase de transição e nuances de Bolo Madeira. A boca é cheia e poderosa, sem ser esmagadora, onde se descortina facilmente uma nota vegetal e um conjunto absolutamente monumental de taninos de uma fineza desconcertante. O final é longo mas não é, ainda, extraordinariamente complexo.

Este já foi um grande vinho com toda a certeza, há-de vir a ser um Vintage monumental, mas, neste momento, é apenas um muito bom vinho com um potencial colossal!

Provador: Bruno Miguel Jorge

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quinta do Noval 2008



Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 32€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário: Quinta do Noval é sempre sinal de muita qualidade e alguma exclusividade. Desde 2004 que temos este vinho disponível no mercado, discreto na publicidade e constante na qualidade.

Foi com muito entusiasmo que adquiri esta garrafa de 2008... Saudades do de 2004. Saudades do de 2007 e muito expectativa para o de 2008... O que pode ser um desafio.

Cor límpida e escuro. Mantém o carácter denso (não tanto como o de 2004), que se manifesta pelo balanço no copo "diferente". Mais pesado que o comum dos vinhos.

Fruta muito evidente no nariz, mais insinuante do que evidente. Trabalho de barrica pura e simplesmente magnífico. Tudo é esclarecido nos aromas. Limpo.

Touriga Nacional evidente mas delicada qb. Notas florais  típicas, sem serem muito activas... o que é bom. Notas balsâmicas, e outra vez barrica... barrica muito boa. Nota-se que o vinho teve um estágio adequado em Madeira, mas madeira de muita qualidade sem o "tostar" ou adocicar.
Fruta delicadíssima, num registo de amoras e framboesas. Muito bem balanceado na prova de boca, tem acidez que baste e torna-se muito guloso. Não teme a cave, mas não me parece ser ávido desta como os anteriores.
A fruta evidencia-se de forma constante na prova, sempre num registo muito delicado, mais em "geleia" que em polpa.

Excelente representante do Douro e bom exemplar do que pode ser um bom vinho de 2008, muito diferente do de 2009, mas com características muito peculiares. Gosto dos dois anos (08 e 09), e este Noval de 2008 está excelente.

De louvar a redução significativa de preço de lançamento deste ano de 2008, que é cerca de 20% mais barato que os anteriores... pelo menos o de 2004 ultrapassava os 40€... na melhor das hipóteses. Mas é daqueles vinho que na minha opinião vale todos os cêntimos.



Provador: Mr. Wolf