Translate

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dow´s Vintage 2007


Característica diferenciadora: Elegância, harmonia e poder

Preço: 130

Onde: Garrafeira Nacional

Comentário: Tive a oportunidade de beber vários Vintages de 2007. Gostei muito do Grahm´s mas o Fonseca foi o que mais prazer me deu a beber. O Grahm´s num estilo mais doce, o Fonseca num estilo mais sóbrio e mais seco.

Já tinha bebido por duas vezes o Vintage de 2007 da Dow´s. Sempre o achei muito bom mas não fabuloso. Quando o bebia lembrava-me sempre de outros de que tinha gostado mais. Mas, como não há duas sem três, agarrei na última garrafinha que tinha lá em casa e, de véspera, coloquei-a na vertical para que o sedimento ficasse alojado na base. Decantei 3 horas ates de servir e mantive a temperatura de serviço controlada. Depois, bem …depois foi a perfeição! Um Vintage cheio de fruta, com muita acidez, taninos muito finos e maduros. Guloso. Super harmonioso. Denso e elegante. Monumental. Um Vintage novo perfeito!

Nota: este foi o vinho, de todos os que já bebi, que mais prazer me proporcionou!

Provador: Bruno Miguel Jorge

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Luis Pato Vinha Pan 2003

Característica diferenciadora: Elegância em Baga

Preço: 25€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 18
Comentário:  Outro ícone do vinho Português, fiél ao seu estilo...sempre um momento especial... e este foi um dos vinhos da Ceia de Natal cá em casa, Junto com um Bussaco Branco de 2003 e um Ex-Aequo 2008.

Bom, por partes... a rolha. Excelente, comprida e em excelente estado de conservação.
Os aromas da garrafa... vegetais. Folhas verdes esmagadas.
No copo, encarnado cereja muito bonito de média concentração. Aromas a Baga pura... sim, aquelas notas que não enganam, de Bairrada no seu esplendor.
Muito, muito elegante... muita "lucidez" na forma como emana aromas. Muito limpo e delicado. Um verdadeiro gentleman.
Nariz apaixonante... mentol e cânhamo. Menta, caruma de pinheiro verde e muito, muito elegante.
Extraordinário.
Acidez muito bem integrada e nada marcado por madeira, o que é muito bom. Final que parece não acaba... e sempre num registo de invejável elegância.

Muito bom. Vinho que fica na memória e acrescenta às boas memórias com que o Eng. Luis Pato nos prenda há décadas.
.Obrigado!Provador: Mr. Wolf 

Aurius 2007

Característica diferenciadora: Elegância

Preço: 25€
Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17
Comentário:  
Sempre delicioso! Fora de concentrações desmedidas, modas contemporãneas e tendências de mercados "adocicados" e "timberlovers"...Este não...tem algum arrojo no blend e  percebe-se mal se coloca no copo que é "outra loiça".
Rubi de média concentração. Ligeiramente translúcido.
Mentolado no nariz... notas químicas misturadas com algum couro, ligeiro.
Mas é na boca que se manifesta o seu verdadeiro palco de luxo... muito elegante, fresco, como que a deixar a "boca lavada". Acidez e frescura em sintonia.
Algum picante e verde que oscila com as notas mais florais da Touriga Nacional.
Final longuíssimo.
Excelente vinho e excelente relação preço/qualidade.
Vinho de classe para qualquer mesa do mundo.

Provador: Mr. Wolf 

Torre do Esporao 2007

Característica diferenciadora: Garra

Preço: ?€


Onde: Garrafeiras especializadas

Nota pessoal: 17,5

Comentário:  
2ª edição desta preciosidade...faz da ocasião especial abrir uma garrafa destas...bom, cor rubi e groselha escuro. Opacidade elevada, apesar de não ser muito denso. Cor muito bonita.
O ataque de aromas é claramente marcado pela qualidade da madeira empregue...Nariz com notas de caramelo e baunilha. Balsâmico.


Vai respirando no copo (mudei inclusivamente para copos mais largos, os de Pinot da Riedel) depois de provado nos tradicionais Touriga Nacional da Riedel. Ganhou muito.
A acidez mostra-se a anunciar vinho para muitos anos. Notas de Madeira ainda de excelente qualidade. 
Renovado no copo, 20 minutos depois de aberto, notas lácteas de iogurte de frutos vermelhos. Absolutamente delicioso. Untuoso na boca e com um equilíbrio acidez/doçura muito difícil de encontrar no Alentejo.
60 minutos depois chega à festa a fruta. Vestida de Vison. Acetinada, lustrosa, de encher o olho. E especiado. 
Mas passado um pouco, volta a acidez! Precisa de garrafa... Muita. 
2007 é um ano que necessita "resolver-se". Encontram-se vários rótulos que o vinho está a dar uma volta!

E este está. Oscila fruta, concentração e suculência com verdura e acidez. Mas é estupendo.
Fora de tendência do Alentejo. Carne quente. 
Fenois presentes. Adstringente. 
Vinho para a cave de certeza!


Provador: Mr. Wolf 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Quinta de Roriz Reserva 2003

Característica diferenciadora: Terroir de Douro genuíno

Preço: 25€

Onde: Garrafeiras especializadas
Nota pessoal: 17,5
Comentário: Lembro-me perfeitamente da sensação da primeira vez que bebi Quita de Roriz... 1996 ostentava no rótulo... era um hino a fruta de categoria! Foi há alguns anos... mais de 10... depois, esporadicamente, provei um de 1999 na Bica do Sapato... estonteante também... este talvez já em 2004 ou 2005... onde já existia a nova vaga de vinhos do Douro, mais contemporãneos, expressivos. E este, afirmava-se pela sistematica qualidade e... raridade. Não era um vinho fácil de encontrar.
Felizmente, a partir de 2002 (da safra de 2002 estar no mercado, entenda-se), este vinho apareceu em mais garrafeiras... e a preços mais apetecíveis... sabemos hoje que era o início do fim... no entanto, resta-nos a esperança que ficou em boas mãos a Quinta de Roriz e que a qualidade das suas uvas será bem empregue.

Bom, e este de 2003... que tal está?

Nariz imediato de azeitonas verdes... carne, toucinho quente. Nariz expressivo e pouco comum.
Cor muito negra, com anel rubi vivo. Lágrima densa. Pimenta preta...
Na boca é excelente... acetinado como poucos conseguem, e com acidez vestida de Prada. Fumeiro e charcutaria. Taninos perfeitos... fruta muito delicada... essência de fruta, tipo framboesas.

Um puro prazer. Delicioso. Grande vinho.

Provador: Mr. Wolf 

Luis Pato Vinhas Velhas Tinto 2007

Característica diferenciadora: Clássico
Preço: 15€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados

Nota pessoal: 16,5
Comentário: Cor já com laivos acastanhados.
Notas de carne fumada... fruta bastante ligeira, encarnada, mas muito ao fundo.
Limpo na cor. Fino e de média opacidade. Notas muito ligeiras (depois de respirar no copo) de caruma de pinheiro. Café ligeiro.
Não está no melhor ano de prova... acho que necessita de mais cave para aprimorar.
Mas é um bom vinho, com estrutura e acidez ainda para dar e vender. Com muita elegância.
Provador: Mr. Wolf 

Chryseia 2009

Característica diferenciadora: Delicadeza e elegância
Preço: 38€

Onde: Garrafeiras especializadas e alguns supermercados (Garrafeira Nacional tem o melhor preço)

Nota pessoal: 18
Comentário: Regresso aos grandes anos de Chryseia.
Chryseia sempre foi uma marca que se impôs pela qualidade inquestionável do produto... e um marketing comedido.
Nunca se fica indiferente a provar Chryseia. É muito bom. É sempre "misterioso" e delicado na prova. E olhando para este de 2009, voltamos a ter a sensação de "joalheria" de quem o provou nas primeiras edições (2000, 2001 e 2003...).
Cor muito viva e brilhante, enche o copo de reflexos rubi escuro.
Nariz discreto, com notas de madeira secundárias a um registo mais mineral, sem excessos de fruta.
Na boca é muito giro. Fino, doce, mas uma doçura diferente das sobrematurações de fruta...e acidez leve, mas presente.
É um estilo de vinho muito peculiar. É uma prova que dá  muito prazer, pois compreende-se que o produto é de extremo pormenor e luxo.
Não é um vinho com excessos de concentração, nem com exuberâncias de notas de madeira. Não "cheira à distância"... mas é um excelente vinho, num estilo muito diferente do que na maioria se faz em Portugal e particularmente no Douro.

Gosto muito. Curiosamente bastante diferente do estilo de vinho que mais aprecio no Douro contemporâneo (Poeira), mas de prova muito, muito boa. Recomendo vivamente que se prove... e se fale depois.

Provador: Mr. Wolf 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Altano - Quinta do Ataíde Reserva 2008



Característica diferenciadora: A forma de trabalhar a Touriga Nacional (sem flores e sem doçura)

Preço: 9

Onde: Garrafeira Nacional, Continente e Jumbo

Comentário: Não sou um grande apreciador de monocastas de Touriga Nacional ou de vinhos onde a mesma se faça sentir de forma muito preponderante. Os vinhos parecem-me muito direccionais e difíceis de ligar com comida. O que quero mesmo dizer é que por vezes me parecem vinhos chatos! Ora, não foi nada o que aconteceu com este vinho, apesar de ser um 100% Touriga Nacional. Apresenta uma cor bastante escura, com notas evidentes de madeira e com muitos frutos pretos. É um vinho possante, estruturado, que enche a boca e com muito boa acidez, o que lhe permite portar-se muito bem á mesa. Tem um final de boca médio/ médio longo. Ganhará em complexidade com mais 1 a 2 anos de cave. É um excelente vinho e uma extraordinária relação qualidade/ preço. Acompanhou uns lombinhos de porco fritos.

Nota: Já provei vinhos bem mais caros dos Symington, de quintas bem mais emblemáticas, que não trocaria por este.

Provador: Bruno Miguel Jorge